Já
fui feliz e recebido com nobreza até
Nadava
em ouro e tinha alcôva de cetim
E
a cada passo um grande amigo que depunha fé
e
nos parentes confiava, sim!
E
hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então
O
falso lar que amava e que a chorar deixei
Cada
parente, cada amigo era um ladrão
Me
abandonaram e roubaram o que amei!
Falsos
amigos eu vos peço, imploro a chorar
Quando
eu morrer à minha campa nem
uma inscrição
Deixai
que os vermes pouco a pouco venham
terminar
este
ébrio triste e este triste coração
Quero
somente que na campa em que
eu repousar
os
ébrios loucos como eu venham depositar
os
seus segredos ao meu derradeiro abrigo
e
suas lágrimas de dor ao peito amigo