E
guarde-o, guarde-o bem, e crê que do contrário
em
pedacinhos o faço, ladrão, cão ordinário
Um
cão que vem roubar de um sábio a paciência
De
um cão, que rouba e come, não tenho
mais clemência!
Não
querendo então passar por mentiroso
tentei
levar o cão das garras do maldoso
Mas
vejo com espanto que o animal protesta
correndo
alegre para o sábio lhe fazendo festa
Eu
disse então ao sábio: Repara que esse cão
é
mais sábio do que tu e dá-te uma lição!
Quem
sabe se não está, ó sábio não proteste
encarnada
neste cão a alma de teu mestre
Não
dê, ó grande sábio, pancada nesse cão
Tal
qual esse animal já dei meu coração
Fui
cão de uma mulher a quem julgava honesta
Tratou-me
como um cão e eu lhe fazia festa!
Lançamento: outubro de 1937