Sempre
a te ver e te adorar
Sempre
a esconder o meu penar
Pois
este amor não se revela, ó não
tudo
o que me aflige o coração!
Mas
tu não crês nesta paixão
porque
não lês meu coração
Eternamente
hei de viver assim
guardando
este segredo para mim
Lágrimas
de dor tenho vertido
Lágrimas
de amor incompreendido
Mas
este amor não te revela, ó não
a
flor que vive só no coração
Vejo
em teu sorriso a minha vida
Vejo
em minha vida eterna mágoa
Vida
que não podes compreender
Meus
olhos rasos d'água
devem
tudo descrever
Mas
se algum dia acontecer
que
esta agonia de viver
que
esta paixão que me atormenta o ser
possa
o coração te enternecer
Ao
peso então da própria cruz
os
olhos teus buscando a luz
hás
de encontrar-me bendizendo a dor
Eterna
companheira deste amor
Autoria: Raul Silva
Lançamento: março de 1929