...E Nada Mais!...

             
    Onde andará neste momento
    o pensamento dessa ingrata que me mata
    de saudade o coração?
    Um desprezado que definha, que padece
    mas fiel nunca se esquece
    desse amor, dessa ilusão

    Esta esperança, que me alenta
    que me inspira é a íntima mentira
    em que a minh'alma se envolveu
    O nosso amor teve um sagrado juramento
    mas eu sei que há muito tempo
    aquela ingrata se esqueceu

    Hoje, coração amargurado
    das ruínas do passado
    só te restam tristes ais
    e nada mais!

    De ti distante, quantas vezes pensativo
    tão sozinho como vivo
    sinto aqui nos olhos meus
    aquele pranto que na hora da partida
    foi a prova dolorida
    da tortura de um adeus



 
    Autoria: Cândido das Neves "Índio"

    Lançamento: novembro de 1935



 

                        VOLTAR