Lua,
manda tua luz prateada
despertar
a minha amada
Quero
matar meus desejos
Sufocá-la
com meus beijos
Canto
e a mulher que eu amo tanto
não
me escuta, está dormindo
Canto
e por fim
nem
a lua tem pena de mim
Pois
ao ver que quem te chama sou eu
entre
a neblina se escondeu
Lá
no alto a lua esquiva
está
no céu tão pensativa
As
estrelas são serenas
qual
dilúvio de falenas
andam
tontas ao luar
Todo
o astral ficou silente
para
escutar
o
teu nome entre as endeixas
As
dolorosas queixas
ao
luar
Lançamento: abril de 1932