Eu
sei também ser ingrato!
Meu
coração, bem vês, já não te quer
Eu
ontem rasguei o teu retrato
ajoelhado
aos pés de outra mulher
Eu
que tanto te queria
Eu
que tive a covardia
de
chorar este amargor
Trago
aqui despedaçado
o
teu retrato, pois vingado
hoje
está o meu amor
As
sentenças são extremas
Faço
o mesmo aos meus poemas
Rasgo
os versos que te fiz
Não
te comova o meu pranto
pois
quem te amou tanto, tanto
foi
um doido, um infeliz
Lançamento: setembro de 1935